
Despacho n.º 1/XII -- Relativo à atribuição ao ex-Presidente da Assembleia da República Mota Amaral de um gabinete próprio, com a afectação de uma secretária e de um motorista do quadro de pessoal da Assembleia da República.
Ao abrigo do disposto no artigo 13.º da Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República (LOFAR), publicada em anexo ...à Lei n.º 28/2003, de 30 de...Julho, e do n.º 8, alínea a), do artigo 1.º da Resolução da Assembleia da República n.º 57/2004, de 6 de Agosto, alterada pela Resolução da Assembleia da República n.º 12/2007, de 20 de Março, determino o seguinte:
Palácio de São Bento, 21 de junho de 2011
A Presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção Esteves.
Publicado
DAR II Série-E -- Número 1
24 de Junho de 2011
Temas económicos são recorrentes nos escritos deste pasquim.
Este não vai fugir dessa prática. Altera-se contudo o registo, agora mais formal e pretenciosamente sério, admito.
Um pequeno enquadramento: Economia não é uma ciência exacta, enquadrando-se no campo das ciências sociais. Trata pois dos comportamentos de agentes económicos, nomeadamente do Estado, Familias e Empresas, da sua interacção e suas resultantes. Tratará de muitos mais assuntos mas todos mais ou menos enquadrados nesta triade.
A inexatidão da previsão económica advém do simples facto de que tudo o que fazemos, tudo o que acontece, pode ter e terá quase sempre impacto no que nos rodeia e, no limite, na componente económica.
A minha decisão de escrever este pequeno texto tem várias implicações e tambem terá implicações económicas. Quanto mais não seja, cria tráfego no portal blogs do sapo, que por sua vez terá alguma resultante num outro qualquer indicador, que terá impacto ... e reflexo económico. É a história da teoria do caos e da borboleta a bater asas em Tóquio ... em termos mais técnicos são fenómenos da não linearidade, diram uns, ou elevada correlação nos resíduos, diram outros.
A inexatidão da previsão económica está pois relacionada com a impossibilidade de prever comportamentos ou outros acontecimentos, alguns tão simples como o bater de asas de uma borboleta ou a simples vontade de lutar contra a adversidade.
A arma dos bons governantes, dos bons lideres, é o seu poder de motivação. Pense num bom político e encontra um lider de excepção.
Quem viveu acompanhou a nossa entrada na CEE em 86 e esteve atento nos anos seguintes, percebeu o poder dessa capacidade de liderança, desse motor que foi o discurso positivista e de desígnio nacional centrado na capacidade dos portugueses de se superarem e serem capazes de vencer o desafio europeu.
Este período de alguma euforia teve o seu epílogo em outubro de 1998 com o encerramento da Expo'98. Foram 12 anos de algum progresso em que os fundos europeus foram certamente o grande catalizador mas o poder do discurso político teve também muita relevância, sobretudo nos primeiros anos, até 1989.
Ele há protagonistas políticos que ainda sobrevivem e têm responsabilidades sérias nos desígnios deste país.
Incompreensivel é verificar que as técnicas utilizadas no passado não estão a ser utilizadas no presente, num momento em que o enquadramento não nos é favorável, num momento em que o nosso destino vai depender muito das nossas capacidades, da nossa autoconfiança, de sermos grandes, de sonhar.
Resta saber porquê.
Transcrevo um e-mail recebido e depois admiramo-nos....
Não haja duvida que nascemos de um Pais onde o filho bateu na mãe.
Mais uma golpada - Jorge Viegas Vasconcelos despediu-se da ERSE
É uma golpada com muita classe, e os golpeados somos nós....
Era uma vez um senhor chamado Jorge Viegas Vasconcelos, que era presidente
de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços
Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem,
poucos devem saber para o que serve.
Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo
porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem
maiores. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e
risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregadora, quaisquer reparos,
subsídios ou outros quaisquer benefícios.
Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa
com 12 mil euros por mês durante o máximo de dois
anos, até encontrar um novo emprego.
Aqui, quem me ouve ou lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo: «Mas
você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?».
E eu respondo: «Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade
própria!».
E você volta a questionar-me: «Então, porque fica o homem a receber os tais
12 000 por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador
que se despede e fica a receber seja o que for?».
Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já
respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração
da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos
Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao
estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos».
Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE forem mais vantajosos para os seus
gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.
Dizendo ainda melhor: o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos. Com a benção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes.
Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis. Trata-se, em suma, de um desenfreado, e abusivo desavergonhado abocanhar do erário público.
Mas, voltemos à nossa história...
O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo.
Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é - e para que serve - a ERSE? A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o
sector energético.
E pergunta você, que não é burro: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?». Parece que não.
A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço.
Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores. Aliás, antes da questão dos
aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE? Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino, aguentará tão pesada canga? E tão descarado gozo? Politicas à parte, estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação.
Todos os anos a mesma coisa. O Castelo de São Jorge, o monumento mais visitado em Lisboa, inicia o horário de Verão e em vez de fechar às 19 passa a encerrar às 21h. Algumas noites é possível assistir a espectáculos de teatro, concertos de fado ou dançar uma milonga, e encerra à meia-noite ou uma da manhã. Acabo de passar pela porta de entrada e o cenário é animador, a fila para os bilhetes é longa e as ruas e as esplanadas estão animadas. São 19h, está calor, muito calor, apetece comer gelados e beber imperiais e ainda faltam umas horas para cair a noite. Só há um senão: às 19h em ponto os cafés e lojas de souvenir fecham. Na hora de maior clientela. O que resta? O senhor asiático que faz gafanhotos e caraguejos de folhas de planta (bem giros e só 3 euros), o africano que vende colares e pulseiras, o senegalês a tocar, o australiano que vende cds de música new age, o senhor das aguarelas que não sei a nacionalidade, o restaurante indiano e o café francês.
Nos últimos quatro meses não acertaram num único comentário sobre a situação política nem económica, não foram capazes de prever os resultados das eleições, e são todos, sem excepção, uns grandes chatos e em alguns casos muito feios. Não é possível no dia da posse do novo governo mudar de comentadores políticos também?
Afinal, melhor do que deixar a matrícula no chão ou perder o BI, só mesmo adormecer no local do crime.
É bom saber que apesar da taxa de desemprego algumas pessoas conseguem transitar e progredir na carreira dando verdadeiro sentido à questão das novas oportunidades. Foi com satisfação que percebi nos telejornais de hoje que o escrevinhador de discursos da salada russa conseguiu transitar de um partido com poucos lugares no parlamento para o mais que certo a chefiar o governo a partir do dia 5 de Junho.
Trailer do Filme ESBOÇOS DE FRANK GEHRY de Sydney Pollack.
Filme de Win Wenders, homenagem a Pina Bausch e à dança.
Relembrar Mahler nos 100 anos da sua morte - 18 de Maio de 2011
Poderá ser mesmo verdade? Será que um beijo cura mesmo tudo? Se assim é, larguem a Biblia, o Corão e outros similares mas com nome diferente, e beijem-se! Mas porque será que não se beijam? Têm vergonha? Preferem matar alguém a correr o risco de apanhar um herpes labial? Eu sou defensor do beijo, talvez por isso exista pouca coisa que me irrita. Eu disse pouca, não nenhuma. Mas no outro dia fui travado por um vizinho que dizia que os meus beijos eram muitos barulhentos! Ora bem, será que ultrapassei a barreira do som? Ou será que ele tem pouco mais que fazer?
– Deveria experimentar um dia destes! Sabe, faz bem à pele, diminui o risco de enfarte, causa rugas de riso, e, acima de tudo, é muito bommm.
A sério, se nos dedicássemos mais ao beijo, não se perdia tempo a roubar, a desviar fundos, a acusar o próximo do dito por não dito...
Já imaginaram o que seria o telejornal, em vez de apresentar desgraças, ditadores derrubados, países destruídos, o Sporting a perder, se simplesmente só colocassem beijos, o jornalista em grande plano francês com o cameraman, George Bush a passar a mão no pêlo do Kim Il-sung.
ANÚNCIO DE ULTIMA HORA: TROCA-SE AK47 por beijo!!!!

Parece impossível mas é verdade, existe mesmo uma gelataria que não vende gelados. Isto é tão bizarro como abrir um negócio de congelados no Pólo Norte. Certo dia estava beberincando o meu café quando entram duas belas moçoilas e ouço o seu pedido
– Dois gelados.
– Lamentamos mas gelados não vendemos...
OKKKKK. Vamos fazer um freeze. Estamos a falar de um estabelecimento que tem como nome ICE CREAM ALCÂNTARA, ora bem, vejamos 1+1 é igual a.... deixa ver, noves tira x 2, isto dá, hummmmmm.... igual a 2! Certo? Então, como é que é possível um estabelecimento com o nome ICE CREAM ALCÂNTARA não ter gelados?
E, para piorar, no outro dia entro e peço um irish coffee, era inverno e estava meio adoentado, recebo um copo de balão com café e... esperem, tcham tcham, BAGAÇO...
Ainda fico meio surpreendido... será que é assim?? Acho que não... não pode ser!! Dá-me um momento de lucidez e penso: IRISH COFFEE = bebida à base de café, uísque irlandês, açúcar e chant
– ÓÓÓÓÓ CHEEEFFFFFEEEEEEE!! isto não é assim feito.
– É que como não tenho whisky nem chantily, fiz assim.
Ahhh, ok, fiquei mais descansado com a sua sábia resposta. Esperemos que este senhor não se lembre de abrir o FISH ALCÂNTARA porque vocês ainda se arriscam a entrar e pedir uma cabeça de garoupa grelhada e no fim levam com um bitoque de porco e alguém a dizer
– Peixe não temos.
Acabou ontem o prazo para entrega de propostas no Orçamento Participativo da Câmara de Lisboa. Numa ronda pelas 657 propostas concluí que o arranjo de ruas e zonas debilitadas da cidade, lares de idosos e parques infantis são a maioria das ideias apresentadas. No entanto há verdadeiros achados, ideias que não lembrava ao diabo. Vejamos. Alguém propôs à Câmara acabar com a calçada portuguesa. Outra proposta defende o afagamento e envernizamento da calçada das ruas da baixa para terem um aspecto limpo e airoso como os centros comerciais. Outra defende o limite de velocidade na 2ª circular passar a 60 km/h porque os moradores estão fartos do barulho. Uma das minhas preferidas é da erradicação das árvores de grande porte porque dão alergias e as pessoas tropeçam nas raízes. Também preocupado com o ambiente está a proposta Eco Cabra que pede a utilização de cabras para desmatação de áreas municipais abandonadas. A preocupação arquitectónica também marca presença com o pedido de reconstrução do antigo mercado na Praça da Figueira com os ferros originais que ainda estão na posse da câmara porque a praça como está, só com uma estátua, não serve para nada. Vou a meio da leitura. Não duvido que encontre uma a pedir para envernizarem os pombos.
Pelos vistos o pêlo voltou a estar na moda. Não falo do pêlo de vison, mas sim da sombra que por vezes aparece debaixo das narinas. Ao que parece está na moda tatuar um bigode no indicador da mão, mas pelo amor da santa, e depois??? Fazemos uma barbicha no pulso??? Também já me cruzei com mulheres com uma linha tatuada na parte posterior das pernas para simular umas meias; então, porque não tatuar também os pés e tornozelos de branco, colocar duas riscas, uma azul e outra encarnada e um par de raquetes. Já se imaginaram no Meco completamente pelados com umas meias brancas nos pés??? Ora aí está algo digno do Rocco Siffredi, podemos não ser tão bem dotados, mas podemos ser sempre comparados pelas meias. Isto já acaba quando um dia mandar tatuar um galo de Barcelos na testa.
O Fisco anda a brincar às escondidas com o IVA.
De todos os argumentos para proibir a utilização da burka em solo francês a da igualdade entre sexos é a mais patética. Seria o equivalente em Portugal a obrigar todas as mulheres a usarem fato e gravata para trabalhar e punir qualquer vestimenta diferenciada.

Dêem-me um tiro na cabeça porque sem tiro na cabeça vou mesmo para Belém. Não foi. E não foi alvejado. Mas pode ir para a Assembleia da República. Nem todas as derrotas têm compensações deste calibre.
Afinal, os portugueses conhecem-no mas muito mal. Depois de tanto proclamar a sua independência política, Fernando Nobre é o candidato do PSD na lista de Lisboa à Assembleia da República. Agora já sabemos onde se situa.
Num congresso marcado por vídeos dos ex-grandes líderes a apoiar o actual, não se encontra disponível o vídeo da ovelha ronhosa – Rómulo Machado a desrespeitar o script entregue à entrada e a discursar com ideias próprias.
QUARTOS COM SERVENTIA