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Pensão Lisbonense

Águas correntes, quentes e frias.

Pensão Lisbonense

Águas correntes, quentes e frias.

As Quintas da Minha Vida #2

 

Quinta do Monte d'Oiro

Produtor de Vinhos

Região de Alenquer

 

 

Conheci a Quinta do Monte d’Oiro em finais de 1999 quando, numa ida de abastecimento para a festa de final de século, me desloquei à Garrafeira de Campo de Ourique.

 

Como sempre acontece nas visitas efectuadas, escolhem-se as delícias de acordo com o programa das festas, faz-se uma análise ao disponível, comparam-se os respectivos preços e, adicionalmente, pedem-se ao Sr. Arlindo sugestões de coisas novas. Esta última componente da visita assume-se, geralmente, como a mais deliciosa. O prazer de uma descoberta, o fascínio de estar na presença de uma qualquer pérola pouco divulgada, o privilégio de ser dos primeiros a degustá-la, é algo de único. Só mesmo os apreciadores devotos de bons néctares têm esse prazer. Vanitas vanitatum …

 

Naquele inverno de 1999 a Quinta do Monte d’Oiro reserva de 1997 foi a novidade sugerida tendo o facto de ser um Syrah, casta pouco desenvolvida no Portugal à época, sido relevante na decisão de aquisição.

 

Mais tarde, já em 2003, a Quinta do Monte d’Oiro com o seu vinho denominado “Homenagem a António Carqueijeiro 1999” saltou para a ribalta internacional quando obteve uma dupla vitória, em Portugal e em Espanha, entre 30 dos mais conceituados tintos peninsulares. A designação "Monte D'Oiro" entrou definitivamente no roteiro das marcas portuguesas de excelência e, no caso do vinho referido, com produções muito limitadas, as poucas garrafas disponíveis começam a ser disputadas a preços especulativos chegando hoje a valores proibitivos.

 

O cuidado na produção deste "Homenagem", à época, deixou-me particularmente interessado por este produtor. Um vinho feito com cuidados extremos, à semelhança dos grandes Hermitage das Côtes-du-Rhône, incorporando um pouco de casta branca Viognier, obrigando a duplo estágio em barricas novas Seguin Moreau, copiando aquilo que foram as melhores práticas dos anos 90 aplicadas, entre outros, por  Jean-Luc Thunevin nos exclusivíssimos vinhos da Saint-Émilion, deixaram-me com enorme curiosidade e crescente respeito.

 

Adicionalmente, já em momento posterior, tendo amigos comuns com o Sr. Eng. Bento dos Santos, tive a oportunidade de ouvir histórias muito agradáveis a seu respeito e do cuidado que coloca naquilo que faz, as quais me deixaram ainda mais curioso.

 

Com o passar dos anos tornei-me cliente recorrente de tudo aquilo que o Sr. Eng. produz na sua quinta, tendo já nas minhas experiências, várias “Homenagens”, tendo o “Vinha da Nora” sido o vinho corrente em múltiplas ocasiões. A Bento dos Santos e sua paixão devo grande parte do conhecimento e gosto que tenho, actualmente, por tudo o que é vinhos.  

 

Por este conjunto de circunstâncias, a Quinta do Monte d’Oiro é uma das Quintas da minha vida. Ele há melhores vinhos em Portugal mas, neste caso, não são só os vinhos o relevante nesta escolha.

 

Apresenta-se o Sr. Eng José Bento dos Santos, para quem, eventualmente, não conheça ou que queira conhecer um pouco mais de vinhos e de companhias.