Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Pensão Lisbonense

Águas correntes, quentes e frias.

Pensão Lisbonense

Águas correntes, quentes e frias.

To Laurie...

 

 

Pelikan sobre Bristol Board. Com tudo o que tinha à mão (2007)

 

 

 

A partir deste momento poderei ter a necessidade de ilustrar um pensamento.

Mesmo que o tenha de fazer no momento por mão própria.

 

Não utilizo imagens.

 

Todos os desenhos que utilizar serão de autoria própria, sem cronologia ou ordem premeditada.

Parciais ou integrais.

 

Só trabalho com bic sobre papel branco, ou pelikan a pincel ou aparo e Sakuras sobre Bristol Board (250Gsm).

Pode parecer arrogante mas não é... eu também desenho com material rasca...

desenho em todo o lado...

 

Uma genética cruel condenou-me ao daltonismo, fenómeno familiar que capitaliza muito a meu favor em determinadas circunstâncias-.

Facto que também desconhecia, não fosse uma ida forçada a junta médica no Quartel Regimento de Lanceiros da Ajuda, onde fui declarado como inapto, embora capaz, como tiveram a delicadeza de explicar...

 

Durante uns segundos tudo parou.

 

Imaginem um tipo em cuecas e alpercata em observação, portanto parado, durante uma inteira manhã no meio de um colectivo de mancebos que no total, e no que respeita a maleitas, deveria prefazer uma autêntica enciclopédia médica.

" N.º 117 -que era eu-, o senhor é do Sporting ou do Benfica?"

A conversa deslizou - resvalou, corrijiria, já que deslizar pressupõe o suporte ser plano e nestas matérias de futebol, o plano tende a ser inclinado, ou mesmo íngreme- para um discriminador veredicto.

 

Tudo à volta pára quando se me instala a ideia de até aos 22 não saber distinguir um verde acastanhado de um castanho esverdeado.

 

Dei por mim a pensar a que ponto constituíria eu um perigo para o exército - ou mesmo para a pátria-nação -, no meio de toda aquela bossalidade que saía do gabinete médico com o selo DOP nas guias de marcha.

Safei-me às sortes, como se diz na província...

... e não me arrependo nada.

 

Sou limitado no que respeita à côr.

 

A título de consideração final, as imagens aqui publicadas estão ao abrigo de direitos de autor e, por conseguinte, não poderão ser publicadas ou divulgadas, material ou imaterialmente, para todo e qualquer efeito sem consentimento prévio do autor.

 

Curiosamente - porque eu próprio não sabia -, se a divulgação de uma obra / trabalho é detectada e um autor apresenta às entidades competentes o original suporte original e integral - e reparem que só publico excertos -, uma vez identificada a fonte da referida divulgação, o que se passa a seguir não é bonito de se ver...

 

Imaginem o Asterix...

... ainda se recordam do Asterix?

 

Pois imaginem o Asterix na falecida Praça do Comércio - voltou a ser assim designada depois das obras, não foi? -, a aviar uma lambada a um romano...

Se tal sucedesse imagino que o referido romano obtivesse uma modalidade involuntária de ida... sem retorno.

... itinerário: almada, almada-alcântara, alcântara-ginjal (caso a providência proporcionasse o ângulo correcto à passagem entre os pilares da Ponte 25 de Abril) ginjal-belem, e por aí fora (encontrando novamente razões de apelo à providência no bugio...

sabiam que já ouvi dizer que entre o farol do bugío, a cova do vapor - outro requinte toponímico -, e o colector de esgoto da cruz quebrada se formaliza o que especialistas designam de portuguese bermuda triangle?

Pois também não...

 

Moral da história, do romano não ia sobrar muito para contar.

Pessoalmente não creio que sobrevivesse à lambada, sobretudo se o Asterix tivesse acabado de tomar a poção mágica... nesse caso já passaría inerte sobre o cais das colunas.

 

É um fim feliz?

Creio que não.

... e digno? Também não.

 

Nem bonito, acrescento eu...

 

Pois a obra protegida reserva ao autor muitas compensações, desde a compensação moral que se esgota na detenção do sujeito em litígio à compensação económica, à qual - e na celeridade do possível - se procede imediatamente seguida.

Pode dizer-se que é a fase que alimenta todo o complexo e sobrepovoado universo judicial e, por isso, deliciosa para a maioria dos directamente ou indirectamente envolvidos... do lado certo da lei.

 

Pois é... e o romano?

 

O romano representa uma bonita metáfora do que podería ser apenas o início de um longo e tortuoso processo...

Em ambas as opções, quer a caricatural que consiste na aterragem do romano na praia das maçãs, quer a realista - e que eu próprio formulei -, na qual o romano se despedia logo na partida, o final não é o mais feliz.

 

A prevaricação é também penosa para o autor (que também tem sentimentos), e que poderá ter alguma relutância em receber a compensação, sobretudo se esta obrigar à retenção de hipoteca, ou mesmo penhora de bens para efeito de indemenização, a quem se posicionar do lado errado do direito neste tipo de caso.

 

Mas penso ser só uma relutância inicial... ou já se imaginaram a viajar de barco pelo mundo, financiados pela indemenização devida pelo pirata?


Bom, em termos figurativos, será excusado dizer que o destino do pirata sugere ser ainda pior que o do romano, mesmo aquela em que o romano aterra na praia das maçãs.

 

Ah, esta imagem faz parte de uma história à qual voltarei mais tarde.